As férias costumam ser vistas como um tempo de descanso. Mas, para muitas pessoas, elas acabam trazendo um sentimento inesperado: culpa.
Você finalmente tem tempo livre, mas não consegue relaxar. Parece que sempre deveria estar fazendo algo útil, resolvendo pendências ou sendo produtivo.
Quando para, surge uma sensação de incômodo, como se descansar fosse perda de tempo.
Se isso acontece com você, saiba que não está sozinho.
Na psicanálise, entendemos que essa dificuldade pode estar ligada à forma como aprendemos a lidar com o valor do trabalho, das responsabilidades e até do próprio descanso. Muitas pessoas cresceram ouvindo frases como:
“Quem para fica para trás”, “Descansar é preguiça” ou “Você precisa aproveitar cada minuto”.
Aos poucos, essas ideias passam a fazer parte da maneira como enxergamos a nós mesmos.
Mas o ócio também tem um papel importante na vida.
É justamente nos momentos em que diminuímos o ritmo que nossa mente encontra espaço para criar, refletir e elaborar experiências.
Quantas vezes uma boa ideia surgiu durante uma caminhada, um banho ou enquanto você observava a paisagem?
O descanso não é ausência de movimento; ele também faz parte do processo de crescimento.
Parar não significa abandonar responsabilidades. Significa reconhecer que você também precisa recuperar suas energias, cuidar de si e dar espaço para que novos pensamentos apareçam.
Talvez suas férias não precisem ser preenchidas por uma agenda lotada. Talvez elas possam ser um convite para simplesmente existir, sem a obrigação de produzir o tempo todo.
Permita-se descansar sem culpa.
Agende sua sessão e descubra como a terapia pode ajudar você a construir uma relação mais saudável com o descanso, o trabalho e consigo mesmo.

