Como você se trata quando ninguém está vendo?
Essa pergunta talvez seja a mais honesta que podemos fazer sobre amor próprio. Porque, no fundo, ele não se mostra nas fotos que postamos ou nas frases de motivação que compartilhamos. Ele aparece nas pequenas escolhas silenciosas do dia a dia.
Amor próprio não é sobre se achar perfeito. É sobre se conhecer de verdade.
Quando você sabe do que gosta e do que não gosta, fica mais fácil se posicionar. Quando reconhece seus limites, consegue organizar suas relações sem se perder nelas. E quando olha para si sem projeções , sem aquela ideia de “quem deveria ser”, a tensão diminui. Dá lugar à aceitação.
Na clínica, vejo pessoas descobrindo que a autoestima baixa muitas vezes vem de um diálogo interno cruel. Uma voz que repete:
- Você não é bom o bastante.
- Se errar, vai ser julgado.
- Só será amado se corresponder às expectativas.
O problema é que, na maioria das vezes, essa voz não é sua. É herança. É eco de críticas que você ouviu na infância, de padrões que internalizou sem perceber, de relações que te ensinaram que amar vinha com condições.
A psicanálise te ajuda a reconhecer essa voz e, aos poucos, construir outra.
Mais gentil. Mais realista. Mais sua.
Amor próprio, então, não é um estado fixo. É um exercício diário de se perguntar:
- O que estou sentindo agora?
- O que preciso neste momento?
- Estou me tratando como trataria alguém que amo?
Quando você começa a se fazer essas perguntas, algo muda. A autocrítica perde força. A aceitação ganha espaço. E a autoestima, aquela confiança tranquila de quem se conhece, vai se firmando, sem precisar de validação externa.
Amor próprio é silencioso. Aparece quando você escolhe descansar em vez de se cobrar, quando respeita seu limite mesmo que ninguém entenda.
Você já parou para ouvir como se trata?
Agende uma sessão e venha construir um diálogo interno mais leve e verdadeiro.

